segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Educação e Diversidades

Maria, Maria

Milton Nascimento


Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta
Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida


Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida

Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei!  Ah! Hei!!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê

Hei! Hei! Hei! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!

Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento
Legendado por guta_silva
Retirado do site: http://letras.mus.br/milton-nascimento/47431/

                             disponível  em  https://www.youtube.com/watch?v=91OONh8fQsU


                                                             
                                                                   Vida Maria

      Neste filme mostra a Historia do que mais si vê no interior do Brasil principalmente na região nordeste do País, onde vemos uma criança que tem sua infância interrompida muitas vezes trabalhando e ajudando a família a sobreviver .Infância resumida aos poucos recursos e as más condições.
      Ela aparece no inicio do filme mostrando satisfação quando esta escrevendo seu nome no caderno até que sua mãe a interrompe tirando as perspectivas de ter um futuro melhor. Para a mãe aquilo era besteira talvez por falta de instrução ou condição para isso deste modo passa a sua filha a mesma criação que teve.

 este vídeo foi retirado do site <http://www.youtube.com/watch?v=OUYkei8cI6I>


                                              ESCOLA SEM PRECONCEITO


Preconceito - incluir o assunto no Currículo é um processo para a Construção de um novo modelo de Sociedade. Precisamos mudar o jeito de pensar de certos indivíduos ignorantes  que agem com uma burrice que vem de outras gerações. Indivíduos esses que si julgavam superiores a outros pregando a supremacia branca .
   Os Jovens buscam a inovação e nestes jovens devemos fazer uma espécie de lavagem cerebral para construirmos um futuro sem desigualdade seja ela qual for. Devemos mudar o método de ensino nas escolas fazendo algumas mudanças no processo curricular de modo que possamos incluir no currículo atividades teatrais representando a cultura africana mostrando a nossa origem cultural. Desenvolver atividades através da dança e da musica, confeccionar objetos e montar um acervo com estes também é atividade interessante, pois os alunos têm a oportunidade de ter contato direto com outras culturas. Criar um bom ambiente entre os participantes da atividade proposta para que cada pessoa possa si expressar livremente e que seja escutado e respeitado a respeito de suas opiniões. Incentivar a prática de atividade esportiva entre meninos e meninas participem conjuntamente.
          
  Recusar e denunciar a naturalização que si faz acerca dos gêneros bem como as noções tradicionais de que determinado esporte uns são para os meninos e outros para meninas. Prestar atenção para o uso de palavras e expressões que denotem o Sexísmo, racismo e homofobia.



    Devemos privilegiar o respeito à diversidade, aceitação das  diferenças e o reconhecimento de que cada sujeito vale pelo que é  independente de sua aparência corporal da cor de sua pele, das marcas de gênero ou da sua orientação sexual .












  Conceitos da Problemática dos Gêneros e das diversidades





O preconceito é uma postura ou idéia pré-concebida a tudo aquilo que foge dos padrões de uma sociedade. Ninguém nasce com preconceito é algo que vai adquirindo aos poucos através das informações que nós recebemos durante a vida. Informações essas que devem ser reaprendida, devemos entender que a homo sexualidade é uma expressão normal da sexualidade humana 
Alguns Conceitos que devem ser inserido no Currículo educacional infantil de modo que a criança cresça com uma concepção certa acerca dos gêneros e das diversidades
Diversidade - termo utilizado para fazer referencia as diferenças entre as pessoas, tais como diferenças culturais de gênero, étnicos, sociais, religiosos de geração, situação econômica entre outras.
  O Brasil, por apresentar uma grande dimensão territorial, possui uma vasta diversidade cultural. Os colonizadores europeus, a população indígena e os escravos africanos foram os primeiros responsáveis pela disseminação cultural no Brasil. Em seguida, os imigrantes italianos, japoneses, alemães, árabes, entre outros, contribuíram para a diversidade cultural do Brasil. Aspectos como a culinária, danças, religião são elementos que integram a cultura de um povo.


O etnocentrismo é uma avaliação pautada em juízos de valor daquilo que é considerado diferente.


















Estereótipo é um conjunto de características presumidamente partilhadas por todos os membros de uma categoria social. É um esquema simplista, mas mantido de maneira muito intensa e que não se baseia necessariamente em muita experiência direta. Pode envolver praticamente qualquer aspecto distintivo de uma pessoa – idade, raça, sexo, profissão, local de residência ou grupo ao qual é associada.Quando nossa primeira impressão sobre uma pessoa é orientada por um estereótipo, tendemos a deduzir coisas sobre a pessoa de maneira seletiva ou imprecisa, perpetuando, assim, nosso estereótipo inicial.













Gênero - condição social na qual somos identificados como masculino ou feminino não e algo natural está dado mas é construído social e culturalmente e envolve um conjunto de processos que vão marcando o sujeito a partir daquilo que si identifica como masculino ou feminino .





Sexo - Termo que serve para descrever as características que diferenciam os homens das mulheres





Identidade do gênero – trata-se de uma construção histórica cultural e social que si faz acerca do sujeito e que esta relacionado com questões que si baseiam no sexo refere se de sujeitos que si identifique como masculino ou feminino essa identificação de gênero pode ou não corresponder ao sexo atribuído no nascimento por exemplo uma pessoa pode nacer homem e apresentar a identidade um gênero feminino























Sexualidade – é compreendido como uma construção histórica social e não algo que é livremente do ser humano envolve uma serie de crenças, comportamentos relações e praticas que permitem homens e mulheres virem de modo determinado dos seus prazeres e desejos corporais




Orientação sexual –significa orientação que cada sujeito da ao exercício de sua sexualidade . Em outras palavras a direção ou inclinação de seus prazeres ou seus desejo corporais .



Sexismo – Termo utilizado para expressar preconceito violência com base no sexo ou Gênero


Homofobia – Termo utilizado para fazer referência ao desprezo, ódio ou medo dirigido às pessoas
Homossexuais, pode ser considerado uma forma de descriminação com aquelas pessoas que vivem o
sexo a liberdade do outro modo não orientado pela Heterossexualidade homo fobia revela se uma
violência contra gays ,lésbicas e travestis .
   Podemos entender a homofobia, assim como as outras formas de preconceito, como uma atitude de colocar a outra pessoa, no caso, o homossexual, na condição de inferioridade, de anormalidade, baseada no domínio da lógica heteronormativa, ou seja, da heterossexualidade como padrão, norma. A homofobia é a expressão do que podemos chamar de hierarquização das sexualidades. Todavia, deve-se compreender a legitimidade da forma homossexual de expressão da sexualidade humana.



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Sete motivos para um professor criar um blog

 A intenção é trazer para cá algumas das ideias que a gente vê perdidas pelo mundo — real ou virtual (Blog de Nelson Vasconcelos)

 Nesse mundo da tecnologia, inventam-se tantas novidades que realmente é difícil acompanhar todas as possibilidades de trabalho que elas abrem para um professor. Recentemente, surgiu mais uma: o blog. Mas o que vem a ser isso? Trata-se de um site cujo dono usa para fazer registros diários, que podem ser comentados por pessoas em geral ou grupos específicos que utilizam a Internet. Em comparação com um site comum, oferece muito mais possibilidades de interação, pois cada post (texto publicado) pode ser comentado. Comparando-se com um fórum, a discussão, no blog, fica mais centrada nos tópicos sugeridos por quem gerencia a página e, nele, é visualmente mais fácil ir incluindo novos temas de discussão com frequência para serem comentados. Esse gênero foi rapidamente assimilado por jovens e adultos do mundo inteiro, em versões pessoais ou profissionais. A novidade é tão recente; e o sucesso, tamanho, que em seis anos, desde o início de sua existência, em 1999, o buscador Google passou a indicar 114 milhões de referências quando se solicita a pesquisa pelo termo “blog”, e, só no Brasil, aparecem 835 mil resultados hoje. No mundo acadêmico, por sua vez, esse conceito ainda é praticamente desconhecido. O banco de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) não apresenta nenhuma referência sobre o tema e, mesmo em buscas internacionais, são pouquíssimos os trabalhos a respeito do que se pode fazer com um blog nas escolas. Todas as referências encontradas estão no pé deste artigo. Não é à toa que tantos jovens e adultos começaram a se divertir publicando suas reflexões e sua rotina e que tantos profissionais, como jornalistas e professores, começaram a entrar em contato com seu público e seus alunos usando esse meio de comunicação. No blog, tudo acontece de uma maneira bastante intuitiva; e não é porque a academia ainda não disse ao professor que ele pode usar um blog que essa forma de comunicação deve ser deixada de lado. Com esse recurso, o educador tem um enorme espaço para explorar uma nova maneira de se comunicar com seus alunos. Vejamos sete motivos pelos quais um professor deveria, de fato, criar um blog.

 1- É divertido É sempre necessário termos um motivo genuíno para fazer algo e, realmente, não há nada que legitime mais uma atividade que o fato de ela ser divertida. Um blog é criado assim: pensou, escreveu. E depois os outros comentam. Rapidamente, o professor vira autor e, ainda por cima, tem o privilégio de ver a reação de seus leitores. Como os blogs costumam ter uma linguagem bem cotidiana, bem gostosa de escrever e de ler, não há compromisso nem necessidade de textos longos, apesar de eles não serem proibidos. Como também é possível inserir imagens nos blogs, o educador tem uma excelente oportunidade de explorar essa linguagem tão atraente para qualquer leitor, o que aumenta ainda mais a diversão. O professor, como qualquer “blogueiro”, rapidamente descobrirá a magia da repercussão de suas palavras digitais e das imagens selecionadas (ou criadas). É possível até que fique “viciado” em fazer posts e ler comentários.

 2- Aproxima professor e alunos Com o hábito de escrever e ter seu texto lido e comentado, não é preciso dizer que se cria um excelente canal de comunicação com os alunos, tantas vezes tão distantes. Além de trocar ideias com a turma, o que é um hábito extremamente saudável para a formação dos estudantes, no blog, o professor faz isso em um meio conhecido por eles, pois muitos costumam se comunicar por meio de seus blogs. Já pensou se eles puderem se comunicar com o seu professor dessa maneira? O professor “blogueiro” certamente se torna um ser mais próximo deles. Talvez, digital, o professor pareça até mais humano.

 3- Permite refletir sobre suas colocações O aspecto mais saudável do blog, e talvez o mais encantador, é que os posts sempre podem ser comentados. Com isso, o professor, como qualquer “blogueiro”, tem inúmeras oportunidades de refletir sobre as suas colocações, o que só lhe trará crescimento pessoal e profissional. A primeira reação de quem passou a vida acreditando que diários devem ser trancados com cadeado, ao compreender o que é um blog, deve ser de horror: “O quê? Diários agora são públicos?”. Mas pensemos por outro lado: que oportunidade maravilhosa poder descobrir o que os outros acham do que dizemos e perceber se as pessoas compreendem o que escrevemos do mesmo modo que nós! Desse modo, podemos refinar o discurso, descobrir o que causa polêmica e o que precisa ser mais bem explicado ao leitor. O professor “blogueiro” certamente começa a refletir mais sobre suas próprias opiniões, o que é uma das práticas mais desejáveis para um mestre em tempos em que se acredita que a construção do conhecimento se dá pelo diálogo.

 4- Liga o professor ao mundo Conectado à modernidade tecnológica e a uma nova maneira de se comunicar com os alunos, o educador também vai acabar conectando-se ainda mais ao mundo em que vive. Isso ocorre concretamente nos blogs por meio dos links (que significam “elos”, em inglês) que ele é convidado a inserir em seu espaço. Os blogs mais modernos reservam espaços para links, e logo o professor “blogueiro” acabará por dar algumas sugestões ali. Ao indicar um link, o professor se conecta ao mundo, pois muito provavelmente deve ter feito uma ou várias pesquisas para descobrir o que lhe interessava. Com essa prática, acaba descobrindo uma novidade ou outra e tornando-se uma pessoa ainda mais interessante. Além disso, o blog será um instrumento para conectar o leitor a fontes de consulta provavelmente interessantes. E assim estamos todos conectados: professor, seus colegas, alunos e mundo.

 5- Amplia a aula Não é preciso dizer que, com tanta conexão possibilitada por um blog, o professor consegue ampliar sua aula. Aquilo que não foi debatido nos 45 minutos que ele tinha reservados para si na escola pode ser explorado com maior profundidade em outro tempo e espaço. Alunos interessados podem aproveitar a oportunidade para pensar mais um pouco sobre o tema, o que nunca faz mal a ninguém. Mesmo que não caia na prova.

6- Permite trocar experiências com colegas Com um recurso tão divertido em mãos, também é possível que os colegas professores entrem nos blogs uns dos outros. Essa troca de experiências e de reflexões certamente será muito rica. Em um ambiente onde a comunicação entre pares é tão entrecortada e limitada pela disponibilidade de tempo, até professores de turnos, unidades e mesmo escolas diferentes poderão aprender uns com os outros. E tudo isso, muitas vezes, sem a pressão de estarem ali por obrigação. (É claro que os blogs mais divertidos serão os mais visitados. E não precisamos confundir diversão com falta de seriedade profissional.)

 7- Torna o trabalho visível Por fim, para quem gosta de um pouco de publicidade, nada mais interessante que saber que tudo o que é publicado (até mesmo os comentários) no blog fica disponível para quem quiser ver. O professor que possui um blog tem mais possibilidade de ser visto, comentado e conhecido por seu trabalho e suas reflexões. Por que não experimentar a fama pelo menos por algum tempo? Antes de fazer seu próprio blog, vale a pena consultar as realizações de algumas pessoas comuns ou dos mais variados profissionais. Faça uma busca livre pela Internet para descobrir o que se faz nos blogs pelo mundo afora e (re)invente o seu!

 Referências bibliográficas: DICKINSON, Guy. Weblogs : can they accelerate expertise? Tese de mestrado em Educação da Ultralab, Anglia Polytechnic University, Reino Unido, 2003. Acesso em: 29 jul. 2005. GENTILE, Paola. Blog: diário (de aprendizagem) na rede. Nova escola, jun./jul. 2004. Acesso em: 29 jul. 2005. KOMESU, Fabiana Cristina. Blogs e as práticas de escrita sobre si na Internet. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos. Hipertexto e gêneros digitais. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004. LEARNING and Leading with Technology. BlogOn, 2005. vol 32, n. 6.

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 Betina von Staa é coordenadora de pesquisa em tecnologia educacional e articulista da divisão de portais da Positivo Informática. Autora e docente de cursos on-line para a COGEAE, a Fundação Vanzolini e o UnicenP, é doutora em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP